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RN volta a realizar transplante de fígado

Quase cinco anos depois do último transplante de fígado no estado, o RN volta a realizar a cirurgia. Na quinta-feira da semana passada, dia 12, um paciente foi operado com sucesso no Hospital do Coração de Natal.
A equipe médica que realizou o transplante vai conceder entrevista hoje, às 11 horas, no auditório do Hospital do Coração, para falar sobre o procedimento.

Para o transplante de fígado, cirurgia considerada muito delicada, foi necessário montar uma equipe especializada de cirurgiões, clínicos, anestesistas e enfermeiros. A cirurgia foi feita pelos médicos Alexandre Borges e Fernando Lisboa Junior. O médico-tutor da cirurgia foi o cirurgião –chefe do Hospital Sírio e Libanês, Dr. Marcelo Resende, que veio a Natal só para acompanhar este primeiro transplante e já voltou para São Paulo.

O Hospital do Coração é o único do estado credenciado pelo Ministério da Saúde para realizar transplantes de fígado. O credenciamento foi realizado em julho do ano passado para realizar os transplantes de fígados, e esta foi a primeira cirurgia depois do credenciamento. Até então, os pacientes que precisavam de transplante de fígado tinham que ser encaminhados para outros estados, normalmente o Ceará ou Pernambuco. Para o paciente receber o fígado de um doador é preciso que sejam obedecidas algumas especificidades, como tamanho, peso, tipo sanguíneo, e que o doador e receptor tenham certa semelhança genética, mesmo que não sejam parentes.

A pedido da equipe, o nome do paciente não será divulgado, uma vez que, por causa do transplante e dos medicamentos para evitar a rejeição, o paciente fica com imunidade baixa e deve evitar contato com muita gente nesta primeira fase pós-transplante. O paciente, um aposentado de 67 anos, trabalhava com turismo e se aposentou por causa da insuficiência hepática grave.Ele teve alta médica e hospitalar ontem, quarta-feira, e já se encontra em casa.

O doador foi um homem de 30 anos, que cometeu suicídio com um tiro na cabeça e estava em morte encefálica no Hospital Walfredo Gurgel.

Para o paciente receber o fígado de um doador é preciso que sejam obedecidas algumas especificidades, como tamanho, peso, tipo sanguíneo, e que o doador e receptor tenham certa semelhança genética, mesmo que não sejam parentes.

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