Assembleia rejeita PEC que pedia fim da residência oficial

A Assembleia Legislativa rejeitou o Projeto de Emenda Constitucional , de autoria do deputado Kelps Lima , que extinguia, oficialmente, a casa residencial de governador do Estado, a partir da posse e durante todo o mandato. Foram 13 votos contrários, nove a favor, uma abstenção e uma ausência.

Durante a discussão da PEC propondo a extinção da residência oficial, o deputado Kelps Lima afirmou que respeitava a opinião contrária dos colegas, pois o debate é democrático. O parlamentar argumentou que a residência oficial tem um custo estimado de R$ 100 mil mensais e 54 policiais à disposição. “Precisamos construir um Rio Grande do Norte impessoal e sem essas medidas não há salvação”, disse.

Os deputados contrários à propostas argumentaram, em sua maioria, que um chefe de Estado precisa de uma casa para recepcionar tanto as comitivas brasileiras, quanto as de outros países e a população em geral. “Não é a extinção da residência do governador que levará a uma moralização do serviço público. É preferível que exista e haja a mais absoluta transparência dos gastos”, afirmou o deputado, que utilizou como exemplo de moralidade o ex-governador Monsenhor Walfredo Gurgel, a quem classificou de utilizar a residência oficial “com parcimônia”.